segunda-feira, 8 de março de 2010


TESÃO E PAIXÃO

Dou agora prosseguimento ao texto "Relacionamento à dois". Nele disse que há certos conceitos que facilmente confundimos com amor. Dois dos conceitos que apresentei foram o tesão e a paixão.
O que é tesão? Essa palavra numa lingua machista como a portuguesa tem a ver com o fato do pênis estar rígido. Vamos entender que tesão é o estado físico preparado para o coito. Deixando as definições técnicas de lado, posso definir tesão como uma necessidade premente de fazer sexo.
Muitas pessoas não sabem lidar com o tesão. Se condicionaram a satisfazerem-se imediatamente. Esse tipo de reação é aprendida. É também imatura. Imatura porque um dos sinais da maturidade é saber dizer não quando for preciso.
Então, nós que vivemos numa sociedade de gratificação instantânea poderíamos ter aprendido a dizer não em certos momentos e com isso saíriamos com ganhos simplesmente por deixarmos de fazer o que a grande maioria da população faz.
O tesão é uma energia. Necessária. Mas quem governa quem? Se lido bem com essa energia permitindo me soltar nela ou permitindo-me segurá-la eu sou o senhor sobre essa energia.
O tesão é para ser usado em toda sua intensidade sim. Alucinadamente, sem freios, preconceitos ou crenças limitantes. Contudo, não é amor. Um relacionamento baseado no tesão - o que os americanos chamam de 'casual sex' - não é consistente. Não sobrevive à convivência diária pois como energia ela ora abunda, ora se extingue. Por isso que faz-se necessário, muitas vezes, a existência de mais de um parceiro, para manter a chama viva.
Já a paixão, como falamos, é uma patologia. É um estado doentio de tamanha intensidade que nos leva a estados alucinatórios. A paixão faz as pessoas não medirem esforços para satisfazer-se. Enquanto o tesão começa e termina no físico, a paixão é mais emocional com reflexo no físico. É um valor que atribuímos exacerbadamente a algo ou alguém que despreza toda lógica.
Toda paixão tem um prazo de validade. Alguns terapeutas e neurologistas dizem que sua duração é algo até 18 meses.
Um relacionamento baseado na paixão está fadado, segundo os estudiosos, ao fracasso depois desse prazo de validade a menos que algo seja feito em direção ao amor. Isso explica a volta de muitos maridos/esposas ao lar depois de terem saído de casa para ficar com o/a amante.
No próximo post vou falar sobre o Amor e a Teimosia.

3 comentários:

Nickolas disse...

Muito bom o texto. Concordo com tudo escrito. Algumas coisas a gente sabe mas não consegue explicar. Você explicou direitinho. Parabéns.

Sôniamat UFRN disse...

Professor, adorei o texto. Agora já posso fazer a diferença entre esses sentimentos, os quais sentimos mais não sabemos definí-los.
Parabéns!!!!

Ivana Maria disse...

Deixou o mais difícil para explicar depois né? (rsrsrs).Concordo com os demais comentários, o texto ficou muito bom , realmente. Vou aguarda o texto sobre o amor e a teimosia. De antemão, gostaria de registrar resumidamente o que penso ser o amor. Acredito tratar-se de um sentimento tão completo que se permite ter nele o tesão e a paixão na sua forma mais sincera e saudável. Dizer que o amor é incondicional, é a verdade mais absoluta e o exercício mais difícil para o ser humano, acostumado com cobranças e retribuições. Amar é sentir um carinho tão profundo por alguém que só em pensar dá um aperto na alma e uma felicidade que revela um dos motivos de se estar aqui nesse mundo. É como eu penso, o amor. (o restante eu aprendo com você quando postar o novo texto. rsrs)